quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Iluminação é obrigatória para os motociclistas em qualquer horário do dia



À noite, não há dúvida: sem luz, não dá para enxergar os limites e a sinalização da pista, além dos outros veículos e pedestres ao redor. Mas durante o dia, tudo bem rodar com o farol apagado, certo? Além de errada, a medida é insegura e contra a lei, que obriga os motociclistas a trafegarem com o farol aceso em qualquer período do dia, faça chuva ou faça sol, esteja claro ou escuro.

- O parágrafo único do artigo 40 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que os motociclistas devem manter o farol ligado sempre, de dia ou de noite. Quem circula com a luz apagada comete infração gravíssima - ensina o coordenador da Educação para o Trânsito da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), Juranês Castro Júnior.

Com o farol desligado, a situação também fica preta para o bolso e para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motociclista. Quem for flagrado está sujeito a multa de R$ 191,54, além de sete pontos da CNH, recolhimento do documento e suspensão do direito de dirigir.

Moto visível para outros condutores

Conforme Juranês, a obrigatoriedade do farol não leva em conta apenas que o motociclista possa enxergar a via, mas, principalmente, que ele esteja visível para os demais condutores no trânsito.

- Dois fatores fundamentais para uma condução segura são ver e ser visto. Para a motocicleta, que é um veículo de menor porte, a luz do farol é fundamental para assegurar sua visibilidade na via - explica Juranês.

Com o trânsito congestionado, também é muito comum que a moto fique escondida atrás da coluna direita dos automóveis, no chamado ponto cego. Pelo facho de luz do farol, fica mais fácil para o motorista identificar a aproximação da motocicleta.

Fique ligado, literalmente

Segundo Juranês, na maioria dos casos, a regra é descumprida por esquecimento ou falta de atenção:

- Algumas motos mais modernas já contam com acionamento automático do farol assim que é dada a partida - comenta.

Apesar disso, é bom ficar de olho, pois a lâmpada pode queimar sem que o condutor se dê conta.

O que diz a lei

- Art. 40 - O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações.
- Parágrafo único - Os veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circularem em faixas próprias a eles destinadas, e os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz baixa durante o dia e a noite.
- Art. 244 - Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
- IV - com os faróis apagados.
- Infração - gravíssima.
- Penalidade - multa de R$ 191,54 e suspensão do direito de dirigir.
- Medida administrativa - Recolhimento da carteira de habilitação.

Lâmpada queimada é fácil trocar

Fora uma multa por estar desligado, o farol é um acessório que não costuma dar dor de cabeça para o motociclista. O problema recorrente é a queima da lâmpada, fácil e barato de ser resolvido.

- A trepidação da moto sobre a pista gera atrito, que acaba causando o rompimento do filamento da lâmpada. A durabilidade, em média de um ano, varia conforme a utilização do veículo e os terrenos por onde circula - explica o responsável pelo setor de mecânica da oficina da concessionária Turbo Motos, Cristian Souza.

Potência além da conta é problema

A troca da lâmpada de uma CG 150, por exemplo, custa R$ 41 (peça e mão de obra). Bem mais barato do que uma multa por rodar no escuro.

- Na revisão periódica, cujo intervalo segue a orientação do fabricante, o sistema elétrico também deve ser checado, para ver se há oxidação e se a voltagem está correta - aconselha Cristian.

Lâmpadas de potência acima do indicado podem causar desgaste excessivo da bateria. O melhor é seguir a recomendação conforme o modelo.

Luz obrigatória também para aprendiz

Apagado, o farol prejudica mesmo quem ainda está tentando obter a CNH. Se sair com o acessório desligado, o candidato é eliminado no exame prático na hora.

- A sequência é ajustar o capacete, ligar o motor e, em seguida, a parte elétrica. Se arrancar com farol apagado, o examinador manda parar. O teste acaba não durando dez segundos - explica o instrutor prático de moto do Centro de Formação de Condutores Touring Daniel Xavier.

De acordo com o professor, a falha é comum:

- É um quesito que não exige habilidade. O pessoal esquece por nervosismo - avalia.

Com a carteira na mão, é importante saber a forma certa de usar o farol.
Na maior parte do tempo, o piloto deve manter o facho de luz baixo. Farol alto só em trechos com pouca visibilidade e, principalmente, se não houver veículo no sentido contrário.

Mesmo sob chuva ou neblina, o certo é usar luz baixa.

- Na neblina, o farol alto cria uma cortina de névoa, que prejudica a visibilidade - alerta Daniel.

Fonte: Diário Gaucho

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